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Faculdade cria exame que terá baixo custo

12/08/15 |

Técnica pioneira de perfilhamento genético do câncer de mama, desenvolvida por pesquisadores da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), possibilitará oferecer às pacientes exame pelo valor de R$ 1.200, quando o procedimento mais conhecido do gênero – o Oncotype DX – disponível no País em poucos serviços particulares, custa aproximadamente R$ 9.000. A queda de preço será de 85%.

Artigo referente ao estudo, que levou quatro anos para ser elaborado, acaba de ser publicado no periódico científico Tumor Biology, jornal oficial da Sociedade Internacional de Oncologia, e a patente para o método brasileiro já foi solicitada ao governo federal. “Mandamos projeto de validação para o Ministério da Saúde e ele está sendo apreciado. Trata-se de um teste genético para avaliar o risco de o câncer de mama voltar e dar à mulher o melhor tratamento, seja quimioterapia ou hormonioterapia”, explica o professor titular de Oncologia e Hematologia da FMABC e coordenador do estudo, Auro del Giglio, salientando que seria de grande importância que o exame fosse disponibilizado em larga escala, inclusive com incorporação pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e por operadoras de planos de Saúde privados.

Além dele, assinam também o estudo o coordenador do laboratório de análises clínicas da FMABC, Fernando Luiz Affonso Fonseca, e as pesquisadoras Beatriz Alves, Flavia de Souza e Renata Kuniyoshi.

Tanto a plataforma Oncotype quanto a nova técnica desenvolvida pela FMABC englobam a análise de 21 genes envolvidos em importantes processos ligados ao câncer de mama, como invasão tumoral, proliferação celular e vias relacionadas a receptores hormonais. “Deriva-se uma pontuação e a gente classifica a paciente em alto, médio ou baixo risco e se ela se beneficiaria de quimioterapia para prevenção do retorno da doença ou se a hormonioterapia traria melhor prognóstico”, disse o especialista.

A eficácia do novo exame foi comprovada a partir de estudo que incluiu 167 mulheres com carcinoma mamário em estágios 1, 2 e 3 e indicação de quimioterapia adjuvante (quando é administrada após um tratamento considerado definitivo). As pacientes foram encaminhadas para a pesquisa pelo Hospital Estadual Mário Covas, de Santo André, Hospital de Câncer de Barretos (Fundação Pio XII) e Hospital Israelita Albert Einstein.

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